2005/12/25
Esta é a música que finaliza meu ano. Já que a vida é cheia de som, e fúria.
Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale a pena, J. Garfunkel / P. Garfunkel
Fala ai:
Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal amados
Dos amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer
Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale a pena, J. Garfunkel / P. Garfunkel
2005/07/31
You are our sunshine
O post está atrasado, ele até já não mora mais em São Paulo. Mas esse velho amigo merece ser lembrado.
José Ronaldo é um daqueles caras que cria admiração à sua volta. Mais vivido que o bando de pós-adolescentes recém-integrados à vida acadêmica, acabou conquistando o núcleo da série com seu companheirismo, inteligência e bom humor.
Além de levar doces em forma de bichinhos pra nós, dava carona à Luciana e Fabiana, em seu carro com ar condicionado adaptado, quando elas ainda não tinham carta. E isso tudo ao som de “You are my sunshine”.
Infelizmente ele não concluiu a faculdade conosco. Mas o carinho e admiração continuou, o que proporcionou um feliz reencontro após 4 anos. Num bar, o Brasil tomava pau da Argentina, mas não importava: Zé Ronaldo estava lá, autografando e nos presenteando com seus próprios livros, ouvindo e contando tudo o que tinha mudado na vida nesses 4 anos. Ele se casou e ganhou dois filhos, numa das histórias de amor mais lindas que já vi. Nós, além de formados e com seus empregos na área, ou não, formamos casais, ou não, perdemos a virgindade, ou não. Foram horas agradáveis que provaram que bons amigos nunca se separam, mesmo percorrendo caminhos distantes e diferentes.
Fala ai:
O post está atrasado, ele até já não mora mais em São Paulo. Mas esse velho amigo merece ser lembrado.
José Ronaldo é um daqueles caras que cria admiração à sua volta. Mais vivido que o bando de pós-adolescentes recém-integrados à vida acadêmica, acabou conquistando o núcleo da série com seu companheirismo, inteligência e bom humor.
Além de levar doces em forma de bichinhos pra nós, dava carona à Luciana e Fabiana, em seu carro com ar condicionado adaptado, quando elas ainda não tinham carta. E isso tudo ao som de “You are my sunshine”.
Infelizmente ele não concluiu a faculdade conosco. Mas o carinho e admiração continuou, o que proporcionou um feliz reencontro após 4 anos. Num bar, o Brasil tomava pau da Argentina, mas não importava: Zé Ronaldo estava lá, autografando e nos presenteando com seus próprios livros, ouvindo e contando tudo o que tinha mudado na vida nesses 4 anos. Ele se casou e ganhou dois filhos, numa das histórias de amor mais lindas que já vi. Nós, além de formados e com seus empregos na área, ou não, formamos casais, ou não, perdemos a virgindade, ou não. Foram horas agradáveis que provaram que bons amigos nunca se separam, mesmo percorrendo caminhos distantes e diferentes.
2005/04/27
FÚRIA (no Houaiss)
2 estado de arrebatamento, paixão e riqueza criativa; delírio, estro, inspiração, sanha
3 desejo extremado; entusiasmo, fervor
4 procedimento precipitado, sem consideração por conseqüências
Estou ficando furiosa com meu mestrado. Qdo estamos arrebatados, fazemos coisas sem nexo e muitas vezes imbecis. Minha fúria me levou a escrever um email para o Marcota c/c Norman e, ainda por cima, colocá-lo aqui.
*****************************************
Marcotinha querido,
Lembra no que conversamos outro dia?
Eu disse q toda a resolução de problemas está dentro de nós mesmos. Ela tem duas origens:
1. problemas internos - q nós mesmos criamos. Então nós mesmos temos que resolver, basta olhar para dentro de nós, nossa consciência.
2. problemas externos - q alguém criou e nos afeta. E, se achamos que é um problema, é pq não sabemos lidar com ele.
Pois é. É uma teoria besta minha q criei qdo minha lógica analisou minha experiência pessoal.
Estou lendo aquele livrinho báaasico sobre semiótica, da Lúcia Santaella, "O que é semiótica?", e encontrando váaarias coisas que aplico no meu dia-a-dia (ou que tento aplicar).
Veja só esse trecho q encontrei:
"Ao levar o rigor científico ao máximo de suas possibilidades, Peirce acaba encontrando, pelas vias do Ocidente, uma filosofia oriental do que de qualquer um dos sistemas filosóficos que o mundo ocidental produziu. Desse modo, tomando-se conscîência como um todo, nada há nela senão estados mutáveis. O que chamamos racionalidade sofre, a todo momento, a influência de interferências fora do nosso controle.
As interferências são internas, isto é, as que vêm das profundezas do nosso mundo interior, e externas, as que dizem respeito às forças objetivas que atuam sobre nós. Essas forças vão desde o nível das percepções que, pelo simples fato de estarmos vivos, nos inundam a todo instante, até o nível das relações interpessoais, intersubjetivas, ou seja, as relações de amizade, vizinhança, amor, ódio etc, encontrando ainda as forças sociais que atuam sobre nós: as condições reais de nossa existência social, isto é, as relações formais de classes sociais que variam de acordo com as determinações históricas das sociedades em que se vive."
Não é o máximo?
Eu tô tão empolgada que leio e vou mostrar para meu pai, pq, além disso, as questões abordadas por Peirce são vistas da mesma forma pela ciência e filosofia espírita.
É muito instigante lermos uma obra aparentemente tão distante, mas que está enraizada tão profundamente no nosso dia-a-dia. Como não vi isso qdo estudei semiótica na faculdade????
É como no começo do livro qdo diz q Semiótica, sem querer ser tendenciosa, é a mais abrangente das ciências, pois estuda a linguagem. E qquer ciência se utiliza da linguagem. Então ela é muito mais do que uma ciência a mais, e sim uma "Filosofia científica da linguagem"...
É isso, estou empolgada!
Beijocas
Fala ai:
2 estado de arrebatamento, paixão e riqueza criativa; delírio, estro, inspiração, sanha
3 desejo extremado; entusiasmo, fervor
4 procedimento precipitado, sem consideração por conseqüências
Estou ficando furiosa com meu mestrado. Qdo estamos arrebatados, fazemos coisas sem nexo e muitas vezes imbecis. Minha fúria me levou a escrever um email para o Marcota c/c Norman e, ainda por cima, colocá-lo aqui.
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Marcotinha querido,
Lembra no que conversamos outro dia?
Eu disse q toda a resolução de problemas está dentro de nós mesmos. Ela tem duas origens:
1. problemas internos - q nós mesmos criamos. Então nós mesmos temos que resolver, basta olhar para dentro de nós, nossa consciência.
2. problemas externos - q alguém criou e nos afeta. E, se achamos que é um problema, é pq não sabemos lidar com ele.
Pois é. É uma teoria besta minha q criei qdo minha lógica analisou minha experiência pessoal.
Estou lendo aquele livrinho báaasico sobre semiótica, da Lúcia Santaella, "O que é semiótica?", e encontrando váaarias coisas que aplico no meu dia-a-dia (ou que tento aplicar).
Veja só esse trecho q encontrei:
"Ao levar o rigor científico ao máximo de suas possibilidades, Peirce acaba encontrando, pelas vias do Ocidente, uma filosofia oriental do que de qualquer um dos sistemas filosóficos que o mundo ocidental produziu. Desse modo, tomando-se conscîência como um todo, nada há nela senão estados mutáveis. O que chamamos racionalidade sofre, a todo momento, a influência de interferências fora do nosso controle.
As interferências são internas, isto é, as que vêm das profundezas do nosso mundo interior, e externas, as que dizem respeito às forças objetivas que atuam sobre nós. Essas forças vão desde o nível das percepções que, pelo simples fato de estarmos vivos, nos inundam a todo instante, até o nível das relações interpessoais, intersubjetivas, ou seja, as relações de amizade, vizinhança, amor, ódio etc, encontrando ainda as forças sociais que atuam sobre nós: as condições reais de nossa existência social, isto é, as relações formais de classes sociais que variam de acordo com as determinações históricas das sociedades em que se vive."
Não é o máximo?
Eu tô tão empolgada que leio e vou mostrar para meu pai, pq, além disso, as questões abordadas por Peirce são vistas da mesma forma pela ciência e filosofia espírita.
É muito instigante lermos uma obra aparentemente tão distante, mas que está enraizada tão profundamente no nosso dia-a-dia. Como não vi isso qdo estudei semiótica na faculdade????
É como no começo do livro qdo diz q Semiótica, sem querer ser tendenciosa, é a mais abrangente das ciências, pois estuda a linguagem. E qquer ciência se utiliza da linguagem. Então ela é muito mais do que uma ciência a mais, e sim uma "Filosofia científica da linguagem"...
É isso, estou empolgada!
Beijocas
2005/04/07
Amigos,
Estou aqui, hora do almoço, enrolando pra sair.
A maior preguiça. Fui procurar um site e coloquei meu nome no Google. Achei uma pg. antiga do Som&Fúria: http://som-e-furia.blogspot.com/2004_04_01_som-e-furia_archive.html
Fiquei pensando nas nossas espectativas logo que saimos da faculdade. Como cada um imaginava que seria seu futuro. E isso faz tão pouco tempo. Só dois anos. Mas parece que muita coisa mudou. A Fabi e Ader não estão pensando em ir pra Londres (faz tempo que não ouço eles falarem do assunto), a Lú Nicoleti não parece que será editora de moda e o Marco... bem, acho que meu amigo do peito está um pouco mais murcho q naquela época. Nem o Makita nem a Mari devem pensar muito um no outro. O Dieguinho diz que está noivo. Eu não sou a mesma nem o Norman. A água do nosso rio correu muito, graças a Deus.
Crescemos muito nestes dois anos.
Mas sinto tb um sabor meio amargo. Ou tvz esteja só menos adocicada. A verdade é que vivi. Menos inocente que a Renata Nakano da piadinha do "cú" (que não deixaram eu terminar). E as vezes senti o chocolate amargo na boca (que eu odeio). E então... decidi que posso ter perdido uma boa dose de inocência, mas o idealismo não. E vou continuar em busca do meu sonho.
Lembro ainda o que escrevi na cx do tempo: só questões pessoais, nada profissional. Ainda busco aquilo que escrevi... Mas meu trabalho está diretamente relacionado ao que quero da vida.
Gostaria de rever a o dia 25 de abril de 2002: a "terapia em grupo". Parafraseando a Lú, ela existiu um dia, e queria de verdade que continuasse existindo....
Fala ai:
Estou aqui, hora do almoço, enrolando pra sair.
A maior preguiça. Fui procurar um site e coloquei meu nome no Google. Achei uma pg. antiga do Som&Fúria: http://som-e-furia.blogspot.com/2004_04_01_som-e-furia_archive.html
Fiquei pensando nas nossas espectativas logo que saimos da faculdade. Como cada um imaginava que seria seu futuro. E isso faz tão pouco tempo. Só dois anos. Mas parece que muita coisa mudou. A Fabi e Ader não estão pensando em ir pra Londres (faz tempo que não ouço eles falarem do assunto), a Lú Nicoleti não parece que será editora de moda e o Marco... bem, acho que meu amigo do peito está um pouco mais murcho q naquela época. Nem o Makita nem a Mari devem pensar muito um no outro. O Dieguinho diz que está noivo. Eu não sou a mesma nem o Norman. A água do nosso rio correu muito, graças a Deus.
Crescemos muito nestes dois anos.
Mas sinto tb um sabor meio amargo. Ou tvz esteja só menos adocicada. A verdade é que vivi. Menos inocente que a Renata Nakano da piadinha do "cú" (que não deixaram eu terminar). E as vezes senti o chocolate amargo na boca (que eu odeio). E então... decidi que posso ter perdido uma boa dose de inocência, mas o idealismo não. E vou continuar em busca do meu sonho.
Lembro ainda o que escrevi na cx do tempo: só questões pessoais, nada profissional. Ainda busco aquilo que escrevi... Mas meu trabalho está diretamente relacionado ao que quero da vida.
Gostaria de rever a o dia 25 de abril de 2002: a "terapia em grupo". Parafraseando a Lú, ela existiu um dia, e queria de verdade que continuasse existindo....
2005/03/15
Ele me deixou
Ele saiu da minha vida de repente. Disse que já tinha cumprido sua missão comigo, e que agora precisava continuar cumprindo-a com outras pessoas.
Ele, a relação mais fiel e duradoura que tive. Fiel sim, mesmo deixando-o sair com outras pessoas (desde que eu soubesse quem fosse e onde ele ia) e saindo com outros também. Duradoura: foram quase quatro anos.
Ele sempre esteve à minha espera, me protegendo. Foi comigo à diversos lugares, viagens, festas, obrigações. Presenciou muita coisa. Me protegeu da chuva e do frio, e tomou muito sol por minha causa, sem reclamar. Ouviu muito choro e lamentações, mas risadas à toa também. Em momento algum pediu pra eu parar de cantar, mesmo quando eu não sabia a letra. Algumas vezes dormi aninhada nele. Havia entre nós uma certa cumplicidade, afinal, sem ele talvez não tivesse me tornado mulher no momento certo. Com ele, conquistei parte da minha independência e perdi um pouco do medo que tinha do mundo.
Agora ele se foi e eu realmente aprendi que as coisas são passageiras na vida e que temos que curtir os momentos. Espero, sinceramente, que ele faça o mesmo bem que me fez à Fabi.
Isto tudo pra dizer o quanto é importante o primeiro carro na vida de uma mulher, muitas vezes, mais importante que o primeiro homem, o primeiro namorado, o primeiro emprego. No meu caso, foi.
Negão, se comporte com a Fá e o Ader.
Fala ai:
Ele saiu da minha vida de repente. Disse que já tinha cumprido sua missão comigo, e que agora precisava continuar cumprindo-a com outras pessoas.
Ele, a relação mais fiel e duradoura que tive. Fiel sim, mesmo deixando-o sair com outras pessoas (desde que eu soubesse quem fosse e onde ele ia) e saindo com outros também. Duradoura: foram quase quatro anos.
Ele sempre esteve à minha espera, me protegendo. Foi comigo à diversos lugares, viagens, festas, obrigações. Presenciou muita coisa. Me protegeu da chuva e do frio, e tomou muito sol por minha causa, sem reclamar. Ouviu muito choro e lamentações, mas risadas à toa também. Em momento algum pediu pra eu parar de cantar, mesmo quando eu não sabia a letra. Algumas vezes dormi aninhada nele. Havia entre nós uma certa cumplicidade, afinal, sem ele talvez não tivesse me tornado mulher no momento certo. Com ele, conquistei parte da minha independência e perdi um pouco do medo que tinha do mundo.
Agora ele se foi e eu realmente aprendi que as coisas são passageiras na vida e que temos que curtir os momentos. Espero, sinceramente, que ele faça o mesmo bem que me fez à Fabi.
Isto tudo pra dizer o quanto é importante o primeiro carro na vida de uma mulher, muitas vezes, mais importante que o primeiro homem, o primeiro namorado, o primeiro emprego. No meu caso, foi.
Negão, se comporte com a Fá e o Ader.
2005/03/03
O monstro encantado
A beleza de ser humano é rever, de uma semana pra outra, de um dia pro outro, suas últimas máximas-guias de vida. Num dia você acorda achando que seus pais não fazem mais do que a obrigação ao fazerem o possível e o impossível para que seus filhos se dêem bem (depois de assistir "Gues Who's Coming To Dinner") e no outro acha que não vai ter filhos.
Eu quero uma redenção para a minha última máxima-guia: "Você é o que ama, não quem ama", hoje. Achei que seria uma frase perfeita... Sendo uma pessoa tão difícil de ser compreendida, achei que isso bastaria. Nada é o bastante. E acreditar que há o bastante é tão infantil quanto acreditar em princípes encantados e romantismo...
Romantismo é algo que pode ser tão vil quanto a ditadura do "você tem que ser feliz; com um bom emprego, parceiro e filhos". Agir à margem disso é que não pode ser. Pra dizer te amo você tem que, além de gostar dos amigos dela ou dele, relevar falta de educação, tipo convidar alguém pra jantar e pedir antes dessa pessoa chegar..., acender velas (coisa que fazemos pra pessoas mortas), dar flores (que também fazemos pra pessoas mortas) e ajoelhar para dizer algo importante (coisa que também fazemos pra pessoas mortas lá pelo sétimo dia).
A gente, estou incluindo o universo feminino, prefere essas pequenas coisas repetidas nos filmes bufões e nas músicas do que a vida real... Se fosse um ser romântico, acreditaria que é ser romântico ficar do lado de uma pessoa quando ela acha que está perdendo os movimentos do lado esquerdo do corpo após... bater o braço na janela de um micro-ônibus... E ainda achar graça... E ainda prometer levá-la no hospital pra uma possível cirúrgia de transplante de braço.
Se fosse romântico, acharia romântico sair sempre atrasado de casa. Seria romântico sempre que a pessoa lesse pra mim o jornal porque eu não gosto e tenho "nojo" de pegar em jornal, assim como a Sandy deve se sentir (talvez fora por isso que ela, a Sandy, não passou no vestibular, falta de conhecimento geral por não ler jornal, aliás, por ter nojo de jornal...). Acharia até romântico uma pessoa dedicar uma música que toca no rádio e que diz: "Por ela eu dança até as músicas lá da Bahia".
Pensando bem, não dança as músicas lá da Bahia por ninguém. Mas é bom ilustrar as coisas impossíveis que faria por uma pessoa com um simplismo desses. Infelizmente, como disse, nada é o bastante. Nada é. E não será o bastante se conseguir colocar todos esses sentimentos num anel... Num par de joelhos ao chão ou numa fumaça de vela. Haverá outras coisas românticas que deixará de fazer.
E haverá outras coisas que fará, mas que ainda não se tornaram clássicas por meio do cinema, das músicas ou porque não é feita pela maioria das pessoas desde sempre. É, a vida é assim mesmo. Quanto mais a gente vive, mais percebe quão ingênuo se é. Pra mim uma cena romântica era encontrar alguém tatuada e viver o resto com inteligência. Só queria achar uma máxima-guia nova. Me sinto nu sem uma...
Fala ai:
A beleza de ser humano é rever, de uma semana pra outra, de um dia pro outro, suas últimas máximas-guias de vida. Num dia você acorda achando que seus pais não fazem mais do que a obrigação ao fazerem o possível e o impossível para que seus filhos se dêem bem (depois de assistir "Gues Who's Coming To Dinner") e no outro acha que não vai ter filhos.
Eu quero uma redenção para a minha última máxima-guia: "Você é o que ama, não quem ama", hoje. Achei que seria uma frase perfeita... Sendo uma pessoa tão difícil de ser compreendida, achei que isso bastaria. Nada é o bastante. E acreditar que há o bastante é tão infantil quanto acreditar em princípes encantados e romantismo...
Romantismo é algo que pode ser tão vil quanto a ditadura do "você tem que ser feliz; com um bom emprego, parceiro e filhos". Agir à margem disso é que não pode ser. Pra dizer te amo você tem que, além de gostar dos amigos dela ou dele, relevar falta de educação, tipo convidar alguém pra jantar e pedir antes dessa pessoa chegar..., acender velas (coisa que fazemos pra pessoas mortas), dar flores (que também fazemos pra pessoas mortas) e ajoelhar para dizer algo importante (coisa que também fazemos pra pessoas mortas lá pelo sétimo dia).
A gente, estou incluindo o universo feminino, prefere essas pequenas coisas repetidas nos filmes bufões e nas músicas do que a vida real... Se fosse um ser romântico, acreditaria que é ser romântico ficar do lado de uma pessoa quando ela acha que está perdendo os movimentos do lado esquerdo do corpo após... bater o braço na janela de um micro-ônibus... E ainda achar graça... E ainda prometer levá-la no hospital pra uma possível cirúrgia de transplante de braço.
Se fosse romântico, acharia romântico sair sempre atrasado de casa. Seria romântico sempre que a pessoa lesse pra mim o jornal porque eu não gosto e tenho "nojo" de pegar em jornal, assim como a Sandy deve se sentir (talvez fora por isso que ela, a Sandy, não passou no vestibular, falta de conhecimento geral por não ler jornal, aliás, por ter nojo de jornal...). Acharia até romântico uma pessoa dedicar uma música que toca no rádio e que diz: "Por ela eu dança até as músicas lá da Bahia".
Pensando bem, não dança as músicas lá da Bahia por ninguém. Mas é bom ilustrar as coisas impossíveis que faria por uma pessoa com um simplismo desses. Infelizmente, como disse, nada é o bastante. Nada é. E não será o bastante se conseguir colocar todos esses sentimentos num anel... Num par de joelhos ao chão ou numa fumaça de vela. Haverá outras coisas românticas que deixará de fazer.
E haverá outras coisas que fará, mas que ainda não se tornaram clássicas por meio do cinema, das músicas ou porque não é feita pela maioria das pessoas desde sempre. É, a vida é assim mesmo. Quanto mais a gente vive, mais percebe quão ingênuo se é. Pra mim uma cena romântica era encontrar alguém tatuada e viver o resto com inteligência. Só queria achar uma máxima-guia nova. Me sinto nu sem uma...
2005/02/14
"Não gosto de cerveja, prefiro na bunda"
Obviamente, a frase-título não é minha. Não por causa do tomar na bunda, mas pelo não gostar de cerveja. Eu gosto de cerveja. A invenção de perfurar a lata por baixo, pelo bunda, e sorver o líquido inventado pelos, quem sabe?, os egípicios consagrou-se como bebida de mulher, por causa dessa frase.
Cerveja é bom e isso basta, tomar na bunda também o é... Mas dá preguiça fazer... Assim como dá preguiça entender as pessoas. Tem gente que acha graça quando digo que sou um gênio incompreendido. Falo sério nessas situações, pois me acho mesmo um gênio incompreendido. Um gênio do sarcasmo, que seja, mas gênio.
E é por não me entenderem que em toda festa alguém saca o quebra-silêncio "vamos falar como o Ader é mal humorado: será uma pose ou o mau humor concerne realmente a sua pessoa?" Respondo: concernia... Mas cansei de vocês, de todos vocês que acham que é puro ódio contido contra, sei lá, algo que vocês me fizeram alguma vez...
Ou quem sabe, "estou mesmo retribuindo os anos de chicotes que meus antepassados viveram..." Só não mando aquela frase ponto final que digo em todos os meus fins de relacionamentos por que amo vocês... Amo mesmo! E também por que muitos de vocês são incompreendidos... Sei como é!
Para poupar vocês do meu mau humor pensei até em fazer um curso de piadista, de verdade, mas acho que merecem mesmo é uma boa cara de... brancas nuvens! Vou fazer como a velha Lúcia "velha de guerra, desiludida, que se esqueceu que um dia não assistiria Big Brother" Santaela... "Nem tudo que se vê é pra racionalizar, vocês precisam se divertir também." Então: "Let's get the party started".
A propósito: o churrasco foi muito bom, me diverti pra caralho... Tirei fotos e gostei de todas as músicas que tocaram!
P.S.: Ai, caralho! Não consigo... Realmente não consigo... Tomei a decisão de ser bonzinho, mas não dá... Enquanto estou postando esse texto, tem uma pessoa obtusa aqui esbravejando contra o Serra por que ele quer fazer uma lei de proteção aos homossexuais... Porra, não dá pra ser bonzinho e burro num mundo desses; prefiro ser rei (anedota como em terra de cego...)
Fala ai:
Obviamente, a frase-título não é minha. Não por causa do tomar na bunda, mas pelo não gostar de cerveja. Eu gosto de cerveja. A invenção de perfurar a lata por baixo, pelo bunda, e sorver o líquido inventado pelos, quem sabe?, os egípicios consagrou-se como bebida de mulher, por causa dessa frase.
Cerveja é bom e isso basta, tomar na bunda também o é... Mas dá preguiça fazer... Assim como dá preguiça entender as pessoas. Tem gente que acha graça quando digo que sou um gênio incompreendido. Falo sério nessas situações, pois me acho mesmo um gênio incompreendido. Um gênio do sarcasmo, que seja, mas gênio.
E é por não me entenderem que em toda festa alguém saca o quebra-silêncio "vamos falar como o Ader é mal humorado: será uma pose ou o mau humor concerne realmente a sua pessoa?" Respondo: concernia... Mas cansei de vocês, de todos vocês que acham que é puro ódio contido contra, sei lá, algo que vocês me fizeram alguma vez...
Ou quem sabe, "estou mesmo retribuindo os anos de chicotes que meus antepassados viveram..." Só não mando aquela frase ponto final que digo em todos os meus fins de relacionamentos por que amo vocês... Amo mesmo! E também por que muitos de vocês são incompreendidos... Sei como é!
Para poupar vocês do meu mau humor pensei até em fazer um curso de piadista, de verdade, mas acho que merecem mesmo é uma boa cara de... brancas nuvens! Vou fazer como a velha Lúcia "velha de guerra, desiludida, que se esqueceu que um dia não assistiria Big Brother" Santaela... "Nem tudo que se vê é pra racionalizar, vocês precisam se divertir também." Então: "Let's get the party started".
A propósito: o churrasco foi muito bom, me diverti pra caralho... Tirei fotos e gostei de todas as músicas que tocaram!
P.S.: Ai, caralho! Não consigo... Realmente não consigo... Tomei a decisão de ser bonzinho, mas não dá... Enquanto estou postando esse texto, tem uma pessoa obtusa aqui esbravejando contra o Serra por que ele quer fazer uma lei de proteção aos homossexuais... Porra, não dá pra ser bonzinho e burro num mundo desses; prefiro ser rei (anedota como em terra de cego...)